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BOI BRABO

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Música Instrumental ( Benoit Decharneux Electric Band ).

Da Esquerda para a Direita:  Elias Pontes(Bateria), Raul de Sá(Teclados), Benoit Decharneux(Guitarra) e Henrique Macedo(Contrabaixo).
A Música Instrumental, é um "grande barato" para a maioria dos Músicos.   Uma das formas musicais que mais possibilita que o Instrumentista consiga expressar, quase que completamente, suas emoções e suas habilidades com o Instrumento. Isso tudo sem mencionar a imensa satisfação de poder tocar em grupo.  Uma maneira de "conversar" de maneira educada e divertida, onde todos os Músicos envolvidos participam e podem "falar" e "escutar" uns aos outros, com respeito, educação e admiração.

Melhor ainda se os participantes envolvidos forem, além disso tudo, parceiros de longa data.  Aí entra também uma dose maior de cumplicidade e conhecimento mútuo que ajuda bastante a melhorar o entrosamento e, por consequência, o Som.

No Sábado passado, aconteceu mais uma Apresentação Musical da "Benoit Decharneux Electric Band".  Um nome pomposo e muito bacana para uma formação que vem se apresentando em diversas casas, na região do Vale do Paraíba e que pretende ampliar seus horizontes ainda mais.
O Músico(Guitarrista e Violonista) belga, Benoit Decharneux, idealizou esta formação baseando-se em um Repertório que já executava há muitos anos, com outras formações.  Nada mais justo do que batizar o grupo tendo seu nome encabeçando o título.  O Repertório inclui do "fusion" a clássicos da Bossa-Nova, passeando por sucessos do POP e até do Rock.  Partiu-se do princípio que reza que o Jazz não é mais só um Estilo e sim uma Forma de Expressão, onde não importa o QUE se toca e, sim, COMO se toca.
A Banda, no PHOTOZOFIA em S. Francisco Xavier(SP), no último Sábado.
Contato:  Benoit Decharneux.

sábado, 17 de agosto de 2013

Depoimento de Herbie Hancock à Revista Época.

"Herbie Hancock: "O jazz voltou a ser underground"

O mito da música americana afirma que o jazz perdeu espaço no cenário pop porque o público “está mais interessado em celebridades do que em música”

RODRIGO TURRER
16/08/2013 08h00
 
   


O pianista americano Herbie Hancock, de 73 anos, é um dos mais ousados experimentadores do jazz. Pioneiro do funk eletrônico (com o álbum Head hunters, de 1973), do hip-hop e da música eletrônica (com “Rockit”, de 1983), Hancock faz troça dos que acreditam no fim da era de ouro do jazz. “As pessoas têm mania de endeusar os tempos antigos”, diz. “O jazz continua tão inventivo quanto antes, apenas não faz mais parte da cena musical pop. E hoje só ouvimos falar em música pop.” Hancock se apresentará em agosto no Brasil – em São Paulo (dia 22, no Credicard Hall), em Paraty (dia 23, em show ao ar livre, no festival Mimo) e no Rio de Janeiro (dia 24, no Citibank Hall).

ÉPOCA – O maestro Quincy Jones disse recentemente que as novas gerações não conhecem o jazz e sua importância histórica. O jazz perdeu influência entre os jovens?
Herbie Hancock –
 Sim, perdeu. Os jovens não conhecem o jazz e não sabem o que estão perdendo (risos). Eles não fazem ideia de que muitas músicas que ouvem hoje em dia usam bases de jazz ou tiveram influência do jazz. Muitos DJs em casas noturnas improvisam. O tempo inteiro eles improvisam, quando vão de um disco para outro, quando mudam o andamento da música, quando usam imagens sobre a música. Tudo o que fazem musicalmente é improvisação. Isso é puro jazz. Porque a improvisação, nesse sentido não clássico, vem do domínio do jazz. Então, de certa forma, os jovens ouvem jazz indiretamente. As novas gerações já tiveram contato com as big bands dos anos 1920, com músicas que fiz no passado e que meus contemporâneos fizeram. Eles podem não saber disso, mas conhecem jazz.
ÉPOCA – Nos anos 1990, houve um ressurgimento do jazz clássico, tradicional, um movimento liderado pelo músico Wynton Marsalis. Para o senhor, que sempre foi um inovador, essa volta às raízes deixou o jazz um pouco careta?
Hancock – 
Concordo. O jazz nunca esteve preso a tradições. Os artistas sempre se libertaram dessas amarras. Nos anos 1920 e 1930, artistas monumentais como Duke Ellington e Louis Armstrong revolucionaram a música. Nos anos 1940, tivemos Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Nos anos 1960, Miles Davis e John Coltrane. Esses artistas usaram a história do jazz para revolucionar o jazz. Mas todos inovaram e foram além do sentido tradicional. Não existe uma única maneira de tocar jazz. Não dá para aprisionar o jazz numa caixa. Muitos querem fazer isso, colocá-lo numa caixa, preso a uma forma de fazer. Mas é impossível. Ele se expressa de muitas maneiras. É difícil dizer que algumas das músicas que faço sejam jazz, porque musicalmente não são. Mas, se você tentar compreender o espírito por trás daquilo, ficará óbvio que é jazz.
ÉPOCA – Como assim?
Hancock –
 O jazz vem do espírito. Apenas o espírito do jazz pode fazer certo tipo de música. Muitas coisas que faço não podem ser definidas como jazz, mas têm o espírito. Apenas jazzistas podem fazer isso. É o caso de Wayne Shorter. A música dele não é nada careta nem antiquada. É a música mais moderna, que cresce das tradições do jazz incorporando fontes clássicas.
"Lady Gaga incentiva os
jovens a ser como eles são.
Eu a respeito por isso"
ÉPOCA – Wayne Shorter fará, em breve, 80 anos. As novas gerações são tão inovadoras quanto as antigas? 
Hancock –
 As pessoas têm mania de endeusar os tempos antigos. Sempre ouço a mesma história sobre como eram bons os clubes enfumaçados e as jam sessions que varavam madrugadas. Isso é romântico, mas é mentira. Eram tempos duros para os músicos. As coisas melhoraram bastante. Em termos musicais, o jazz continua tão inovador quanto antes. Você conhece o músico Robert Glasper? Ele é um músico jovem, com pouco menos de 30 anos. É um dos jovens da nova geração que fazem um jazz altamente inovador. Flying Lotus é outro exemplo de jovem que faz um jazz de primeira linha. Gente que não está associada ao jazz, cuja música é difícil de identificar ou rotular, mas que nitidamente tem um espírito de jazz e uma profunda influência do jazz. Ele usa música de várias fontes, mas a mistura que faz é tão improvisada e inventiva que só pode ser jazz. Há alguns bons artistas nos Estados Unidos, mas o jazz mais inventivo que tenho ouvido vem de fora dos Estados Unidos.
ÉPOCA – Por que isso acontece fora da terra natal do jazz?
Hancock – 
O jazz é o verdadeiro diplomata musical, porque une gente de todas as nacionalidades. Danilo Perez, que toca com Wayne Shorter, é do Panamá. A música dele tem profundas raízes nas tradições latino-americanas, não apenas na tradição panamenha. Ele leva isso para a música de Wayne Shorter. Há dois anos, fui nomeado embaixador da boa vontade da Unesco para a promoção do diálogo intercultural. Visitei países como Camboja e Indonésia e organizei o Dia Internacional do Jazz. A segunda edição foi neste ano, em 13 de abril. Vi ótimos jazzistas na Coreia do Norte, na Síria e no Iraque. Há dezenas de outros artistas fazendo isso hoje. Tenho ouvido músicos da Armênia, músicos que fazem jazz com toques da música armênia. Há muita inovação vinda do jazz da China, músicos que fazem jazz com influência da música tradicional chinesa. Então, o jazz continua muito inovador.
ÉPOCA – O senhor acha que o jazz envelheceu bem e sobreviveu a seu apogeu?
Hancock –
 O jazz apenas mudou. Ele não envelhece e não está nem perto de morrer. O jazz nunca parou de respirar. Sempre esteve em franca expansão. Não ouvimos falar de jazz porque ele não toca no rádio. Vejo centenas de jovens músicos recém-saídos de faculdades de música totalmente encantados com o jazz, apaixonados pelo jazz. Eles querem tocar, querem gravar jazz, querem desenvolver seus talentos com base nos improvisos do jazz. Muito mais do que havia no meu tempo. Eles fazem música de primeira linha, mas o jazz voltou para o underground, não chega ao público em geral.
ÉPOCA – Isso não é uma prova de que o jazz perdeu influência?
Hancock –
 Não, ele apenas mudou de forma. A influência do jazz é sua vitalidade e inventividade. O jazz mudou e tem um papel diferente. Muitos músicos de jazz hoje são professores em faculdades de música, ou em colégios, não são mais músicos profissionais. Ao mesmo tempo, o jazz se tornou uma música internacional, não apenas americana. O jazz não morreu, não foi superado e continua tão inventivo quanto antes. O jazz apenas voltou a ser underground, não faz mais parte da cena musical pop. E hoje só ouvimos falar em música pop e na cena pop.
ÉPOCA – Por que o jazz não faz mais parte da cena pop?
Hancock –
 Porque não é mais a música que importa. As pessoas não querem mais saber da música em si, mas sim de quem faz a música. O público está mais interessado nas celebridades e em como determinado artista é famoso do que na música. Mudou a maneira como o público se relaciona com a música. Ele não tem mais uma ligação transcendental com a música e sua qualidade. Quer apenas o glamour. O jazz não quer fazer parte disso. Sabe por quê? Não se trata de humildade, nem de arrogância, de uma postura “não queremos ser famosos, somos underground”. Nada disso. O jazz é sobre a alma humana, não sobre a aparência. O jazz tem valores, ensina a viver o momento, trabalhar em conjunto e, especialmente, a respeitar o próximo. Quando músicos se reúnem para tocar juntos, é preciso respeitar e entender o que o outro faz. O jazz em particular é uma linguagem internacional que representa a liberdade, por causa de suas raízes na escravidão. O jazz faz as pessoas se sentir bem em relação a si mesmas.
ÉPOCA – A música pop não faz isso?
Hancock – 
Tem sido cada vez mais raro. Apenas Lady Gaga faz algo nesse sentido. Ela incentiva os jovens a ser como eles são, não importa quão estranhos ou diferentes pareçam. Ela os encoraja a ser como são. Eu a respeito por isso. Ela é totalmente contra agressões, abusos e ofensas a qualquer tipo de pessoa. Encoraja gays, lésbicas, transexuais a ser como são. Dá total apoio à comunidade LGBT por lutar por seus direitos civis. É uma mulher corajosa e uma das poucas artistas na música pop a ser tão combativa. O público hoje liga apenas para celebridades.
ÉPOCA – Foram as novas tecnologias que causaram essa mudança na relação do público com a música?
Hancock –
 Elas ajudaram, mas é um problema da nossa era. As pessoas estão cada vez menos ligadas no verdadeiro sentido das coisas. Essa sempre foi uma preocupação minha: como usar a tecnologia na música sem roubar sua alma. Fiz engenharia no colégio técnico e sempre me interessei por ciência e tecnologia. Me empolgo com as possibilidades que as novas tecnologias abrem para a música. Mas são seres humanos que fazem a música. O sintetizador não faz nada se alguém não o programar ou o tocar. São os músicos que têm de ter o talento, a sensibilidade, o gosto para usar a tecnologia para fazer boa música." 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

MARCUS FLEXA.

Marcus Flexa pertence àquela classe de talentos que salta aos olhos.  No caso dele, principalmente, aos ouvidos.  

Músico talentosíssimo, dotado de proficiência criativa poderosa, dádiva concedida a poucos, na profissão. Um de seus vários bordões:  "Tenho mais de duas mil Músicas, embaixo do sofá!".  Não sei se embaixo, dentro, atrás, enfim, e pelo jeito, já havia passado de quatro mil composições.  Não duvido.

Ele foi um dos primeiros Músicos que conheci, quando cheguei a São José dos Campos.  Foi através dele que tive contato e me tornei conhecido, no cenário musical da cidade.  Meu "dèbut", foi em um Show no SESC daqui,  onde integrei, com a maior alegria e prazer, a Banda montada pelo Flexa para um evento musical.  Acho que o ano era 1982.  Não tenho certeza.

Daí em diante, tínhamos maior ou menor contato, dependendo dos trabalhos que surgiam. Foi através dele, também, que fui apresentado à Banda Casablanca, montada pelo Chico Oliveira, que eu já conhecia do INPE e de uma "canja", no antigo Bar e Restaurante Chaminé.
Também nos revezávamos, Flexa e eu, como Pianistas no antigo Restaurante "417", que ficava na Av. 9 de Julho.

Um tempo depois, ele saiu da Casablanca e eu continuei.  Mas, sempre mantínhamos contato na medida do possível.

Era um Músico que (perdoem a expressão), ao entrar no banheiro, saia de lá com duas ou três Músicas já prontas.  Literalmente.   Cansei de ouvi-lo me contar:  "Raulzão, esta daqui eu compus ontem, em mais um 'momento de inspiração' ".  E dava risada.

Versátil em demasia, até. Multi- Instrumentista.  Difícil dizer qual era seu Instrumento "de fé".   Tocava e compunha no Teclado, Violão, Guitarra, Contrabaixo, Saxofone, etc.   Nasceu predestinado para a Música.  Talento natural.  Assim como seu talento para ser "Do Bem" e para suas "tiradas engraçadas" que faziam parte do seu folclore pessoal.   Como me contou, recentemente, Benoit Decharneux.  Músico competentíssimo, Guitarrista Maravilhoso e grande Parceiro.

Certa vez, o Benoit já havia terminado seu serviço e, na volta para casa, passou pela porta de um antigo Boteco chamado "Aconchego".  Lá estava o  Flexa, de Guitarra, acompanhando a Dola, Cantora tarimbada, das noites joseenses.  Logo ao entrar, diz ele, notava-se algo diferente, estranho, no som.  Só não tinha certeza do que era.   Ao final de uma seleção de músicas, quando o Flexa pousou a Guitarra no suporte, descobriu-se o mistério daquele "Som Estranho...". Olhando bem, ele viu que a Guitarra só estava com QUATRO cordas!   Quase a noite inteira, tocando daquele jeito!  Não que estivesse ruim.  A competência do Flexa jamais permitiria uma performance abaixo do seu padrão.  Mas...estranho.
 Vira-se o Benoit pra ele diz, como quem está dando bronca:

-"Pô, Flexa!  Como é que você me aparece pra acompanhar a Dola, só com QUATRO cordas na Guitarra, rapaz????" E o Flexa, olhando pra Guitarra no suporte, de volta pro Benoit, sorrindo e diz baixinho:
-"Pois é, Benoit, mas, também, esse 'buteco" aqui tá me pagando uma 'merreca'!!!".

Quatro cordas estava bom até demais! rsrsrsrsrsrs

Saudades, Flexa.   Seu Talento inspirou muita gente e você trouxe muitas alegrias com o seu jeito de ser.

Que Deus te receba com muito Amor e Carinho.  Você merece, véio!

Show com o Contrabaixista MARCELO SOARES-SESC de São José dos Campos(SP).

Minha participação no Show do Contrabaixista MARCELO SOARES, no SESC de São José dos Campos(SP).

Música:  A TRAMA - Celso Pixinga.

Bateria:  Binho Pinto.
Guitarra:  Lukinha.

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